Hoje é mais um dia que o sol vai se por

Não deve fazer tanta diferença escrever quem sou eu, sinceramente se você realmente parou para ler esse texto escusado, significa que você ou já me conhece ou realmente a gente tem grandes chances de não se falar mais, não pelo fato de você já me conhecer, mas a história da vida fez com que acabasse assim.

Sou do tipo de pessoa tola que acredita nas pessoas, mesmo tendo tantos motivos para não acreditar, incrivelmente, me ojeriza pensar que exista tantas pessoas falsas no mundo, mesmo sabendo que existem. Mentir é uma arte que todo humano hipócrita sabe bem criar.

Sou do tipo de pessoa que espera os outros “abrirem a boca” para saber até que ponto minha amizade vai ser verdadeira (não se pergunte se sou falso com você? Provável eu já tenha falado algo sobre isso, sou sincero demais para falar na sua cara o que acho), o cansaço me fez perceber que “criança” não está relacionado a idade e sim sua forma de criação, imaturidade, palavra pouco usada hoje em dia, mas na maioria dos casos aplicada sem pena intelectual, emocional ou moral. No meu caso, não apenas falta de pena, mas inflexivelmente escrupulosa em sua prática.

Já que estamos falando sobre pena, talvez eu seja uma pessoa rigorosa demais para sentir isso, pena no meu ponto vista é mais uma fraqueza que a raça humana no seu “nobre coração” disse para um pobre coitado para arrancar dinheiro dele, engraçado que quanto menos você tem, mas você ajuda os outros. Linda ironia de puro zeloso coração inútil. Sem falar de religião, pouco os “nobres de coração” que só não pedem sua casa, por que você paga aluguel.

Sim, neste ponto texto você já deve ter percebido que não sou uma das melhores pessoas do mundo. Não dou esmola, não ajudo uma senhora atravessar a rua e não empurro a droga da cadeira de rodas do senhorzinho, que na minha opinião, já tinha que ter ido para céu… E sim, se ele entrar na minha frente ainda vou reclamar. Eis ai o cordeiro “de não sei quem”, que tira os pecados do mundo e aquela “merda toda”.

Acho que nesse ponto do texto (sinto por você continuar lendo, mas se você leu ate aqui, certeza que vai ate fim e se não, ótimo!), você também percebeu que não sou do tipo religioso ou intelectualmente formado pela força do poder de “Deus” – Oh todo-poderoso “Deus”. Eu nunca pensei que precisaria dizer algo do tipo, sinceramente venho de uma família muito “pregada” a religião – sou batizado, fiz crisma, frequentei muito a igreja, tenho parentes que ate tocam em igreja, mas na moral, não sou do tipo que diz: Graças a “Deus”, O poder de cristo nos juntou, ou algo assim. Tanto faz. Tanta gente agradecendo a “Deus” e eu aqui falando que todas as minhas conquistas foram por que eu corri atrás. Eu acordei cedo, Eu estudei pra caralho, Eu tomei um soco no cara do ladrão e mesmo assim ele me roubou. Eu mandei meu currículo, Eu. Eu e Eu. Agora me diz? Por que graças a “Deus”? (Vai por mim, se você abanou a cabeça no sentido de dizer: Tudo é por causa dele, nem você sabe responder essa pergunta, se você acha que Deus é barbudo, tem um livro que escreve a linha da vida ou nasceu como uma criança comum, boa sorte, lá no juízo a gente se tromba)

Nem sempre eu fui assim, tenho a coragem de assumir que eu mudei, realmente mudei para algo mais diligente quando se diz da vida, fiz um texto, publicado aqui mesmo falando sobre isso, página 72 do livro “Uma nova vírgula” – era algo assim:

[…] Se isso for um teste de Deus, alguém precisa nos ajudar, estamos fazendo nosso melhor. Estamos sorrindo, mas estamos à beira das lágrimas. Parece que estamos lutando pela verdade usando mentiras. Oh Deus, me ajude a acreditar nisso, você ainda continua sendo a única luz que completa o vazio de muita gente, não tenho certeza se eu acredito em qualquer coisa relacionada a você, mas estou tão perto do céu, você pode me ouvir daqui? Eu estou tentando acreditar! […]

Esse texto foi escrito para falar sobre o medo do abandono e sobre o amor que as pessoas passam as outras pelo seu comportamento, eu não poderia deixar de falar sobre isso, por que mesmo eu sendo a pessoa fria que sou, eu também sou humano e tenho sentimentos.

Eu acredito que todas as pessoas merecem ter o melhor que puderem ter, indiferente de sua cor, credo ou qualquer coisa relacionada a preconceito. Não estou aqui, querendo dizer que “a vida é bonita, é bonita, é bonita e sempre será”, não, a vida é uma droga – consumida, quantitativa, destrutiva e muito, mas muito criativa. Só estou aqui tentando dizer que mesmo com todos esses “adjetivos”, eu ainda acredito nas pessoas que enchem o espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes. Que pedem desculpas com a sinceridade de uma criança. Que faz questão de fazer coisas simples, como dar um sorriso, um beijo, um abraço. Que acredita no que faz e vai ate o fim. Que não espera para dizer o que sente, simplesmente diz.

Eu posso ter dito que sou diligente quando se trata da vida, incluindo na seleção dos meus relacionamentos (todos os tipos – de conhecidos, familiares a minha namorada), mas uma coisa você pode ter certeza – Eu posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei o direito de você dizê-las, exceto se você usar a voz como julgamento ou condenação, mas, mais vale o poder da voz do que o silêncio de uma multidão.

Diferente do que você poderia imaginar (sinto por você continuar lendo), vamos ser sinceros em dizer que você não esperava por essa, essa mudança no texto eu já tinha planejado, uma das coisas que eu me sinto obrigado a formar antes de “viver” qualquer atividade é realmente adicionar metas a elas, e é justamente por esse fato que é muito difícil você me ver perdido ou melhor dizendo, sem rumo no que estou fazendo.

Sou do tipo de homem de palavra, acho que uma pessoa sem palavra realmente não deveria ter seu nome gravado em uma certidão de nascimento, então quando falo eu faço, indiferente se vai me prejudicar, degredir a imagem de qualquer pessoa, eu realmente faço, eu não suporto pessoas que voltam em suas decisões, eu acredito que exista melhores escolhas e elas são as primeiras a serem tomadas, por essa crença eu me considero uma pessoa confiável e não só por isso, mas por ser também um mestre em guardar segredos.

Eu não ligo para tempo, Eu não conto aniversários, Eu não acredita na idade, Eu não acredito no fim do preconceito, Eu me apaixonei por uma mulher muito mais velha e foi meu melhor relacionamento que tive ate hoje, Eu já chorei por estar feliz, por estar triste ou nem saber o motivo. Eu briguei para defender uma senhora, Eu já discuti com um cadeirante, Eu já vi crianças com tanto verme que a barriga chegou a ficar enorme, Eu já vi mulheres de quarenta anos pesando quarenta quilos, Eu já vi crianças ficarem feliz com uma buzina de uma carro, Eu já vi pessoas morrendo e não pude fazer nada. Eu fui alguém que pediu ajuda. Eu fui alguém que ajudou. Eu sou alguém que nunca esqueceu a porta aberta, nunca saiu sem a chave e nunca deixou a bateria do celular acabar.

Eu só sou mais um tipo de pessoa tola que acredita nas pessoas, que no fundo só quer estar do lado de alguém, porque querendo ou não, toda história tem um fim. Confesso, não gosto da ideia, principalmente quando se trata de algo bom, que nos faça bem. Por que querem tirar nossa felicidade? Por que as coisas boas da vida precisam acabar? Talvez a resposta esteja na sua frente (sim, você leu ate aqui), saia do computador,olhe em sua volta, pegue o telefone é mande uma mensagem para alguém, coisas boas acabam, mas todo final é um novo recomeço.
De repente a gente percebe que é Natal ou mais um ano acabou e nada mudou.

Hoje é mais um dia que o sol vai se por, mais um aniversário que esta passando, agora são cinco horas da manhã, muita gente ainda dorme, mas no final todo mundo acaba fazendo a mesma coisa, chamada rotina. Mais um trecho do livro sendo publicado, mais um dia acordando as cinco da manhã, eu nunca pensei que precisaria dizer essas palavras, mas é mais um dia como outro qualquer, parece que isso não é novidade, só pense nisso.