Esse é o segredo. Essa é a Chave. Começo, Meio e Fim.

Antes de você começar a ler o texto, saiba que eu preciso deixar três coisas claras:

A primeira e mais importante é que realmente esse é último texto que escrevo para o livro “Uma nova vírgula”, eu já tinha falado para algumas pessoas anteriormente que estava na hora de parar, então chegou o momento.

A segunda é que esse texto, indiferente como acabe, não vou complementa-lo, não vou edita-lo e revisa-lo. Simplesmente vai ficar do jeito que ficar, talvez assim ele se torne mais real ou natural, apesar de não fazer tanta diferença assim.

A terceira é que eu escrevi muitas coisas durante a criação desse livro, realmente agradeço a cada pessoa que indiferente ou diretamente esteve envolvido, mas tenho que dizer desculpas, eu não vou publica-lo mais, eu cheguei a conclusão no décimo primeiro capitulo que ele não retrata a realidade.

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ESSE É O SEGREDO. ESSA É A CHAVE.
Começo, Meio e Fim.

A muito eu venho falando que a vida é formada por uma única coisa, eu chamava de “segredo”, em todo texto que escrevia existia sempre a presentação dele, costumava estar oculto entre palavras como vida e mudança, como reclamar ou deixar a vida mostrar a beleza que existe nos acontecimentos, era multifacetado em pequenos pedaços, se é que posso dizer isso, mas extremamente importante, era o sujeito oculto da frase, do texto, do ponto final.

Dizer paralelamente que esse segredo era a porta para algo maior, era o acesso para me levar a escrever novamente, normalmente formada por um conjunto de momentos ou um “grande” único momento, no fundo era só uma forma de eu não significativamente responder o que realmente o segredo significava e qual era a importância dele na minha e na vida qualquer pessoa.

(O COMEÇO)

Nove de dezembro de dois mil e treze, esse foi o primeiro momento que eu tive contato com a ideia de começar a escrever, naquela época era difícil, as ideias eram limitadas e simplesmente não conseguia transpor tudo que eu gostaria, então tive a ideia de começar a juntar pedaços de textos escritos sem objetivo algum, sabia que em algum momento aquele pedaço de texto jogado no canto ainda iria ser útil, e foi em um dia qualquer, de chuva e com um pouco de insônia que aquele conjunto de pedaços se tornou um texto, se tornou concreto, e no dia trinta de dezembro de dois mil e treze, eu escrevi:

“[…]Nós somos a soma das nossas decisões. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada seis meses. […]”

O primeiro capitulo surgiu, o primeiro de muitos, contendo vinte e três páginas baseados sempre na mesma coisa, em uma única frase, respondendo apenas uma pergunta “Porque somos forçados a tomar decisões na vida?” Pouco tempo depois uma nova frase surgiu e então novamente eu voltei a escrever, foi então que no dia vinte e nove de janeiro de dois mil e quatorze surgiu o segundo capitulo de um livro, contendo quase a mesma quantidade de páginas:

“[…]Se engana quem acha que riqueza e status atraem inveja. […]”

Eram pedaços simples de textos, com nada mais e nada menos, que linhas indiretamente redundantes, falavam sobre a positividade da vida, a energia das pessoas, do amor que elas poderiam sentir. O engraçado é que escrevi esse texto meio bêbado e devo confessar que foi o melhor texto que escrevi ate hoje, vai entender. Depois que esses dois textos surgiram eu comecei a me perguntar o que realmente seria importante escrever, o que realmente faria a diferença entre falar sobre qualquer coisa e falar o que realmente eu gostaria de falar, nesse momento o “segredo” surgiu e foi no quinto capitulo do livro que ele foi apresentado.

(O MEIO)

O quinto, sexto e sétimo capitulo ficou marcado como uma ameaça as pessoa que gostavam de ler o que eu escrevia, estava na hora que começar a mostrar a realidade de como eu pensava que a vida acontecia, então nada melhor do que dizer quem eu sou e o que eu via na sociedade, eu deixei de lado o suave nas palavras e então com um pouco mais se setecentas páginas eu escrevi:

“[…]Sou do tipo de pessoa tola que acredita nas pessoas[…]. Sinceramente eu tenho que dizer que nunca tinha visto algo tão medonho na vida. Engraçado, quando se muda o ângulo do ponto de vista, tudo muda. Já fazem mais de vinte anos que estou aqui e só agora reparei o quanto as pessoas são pobres.[…] Um sistema pobre em uma sociedade hipócrita de vida sofrida […] Triste barulho ‘agonizador’ dos carros, ônibus, motos[…], basicamente monstros correndo para todos os lados, monstros que nem sabem onde ir […]”

Neste momento eu percebi que eu não só estava escrevendo sobre o que eu pensava, mas estava criando um ambiente dentro do meu próprio livro, dentro da minha própria ideia sobre a sociedade, eu estava julgando a sociedade como um todo e esquecendo de quem realmente importava, então surgiu um pequeno texto chamado “O segredo é a chave!”, era meu modo de dizer que eu não tinha esquecido de nada, só estava aguardando o momento certo ou um espaço entre todo aquele “mundo escuro”, foi então que baseado em um depoimento (publicado pela Esquire) do diretor, roteirista, escritor e tantas outras habilidades Woody Allen, que eu finalizei o texto, eu falava especificamente da mudança, do que as pessoas precisavam para mudar e foi neste mesmo texto (ou em um pedaço dele), que eu defini que pararia de escrever e comecei a me perguntar, o porque eu perdia dezenas de horas parado, pensando, apagando, relendo e recriando.

Recentemente um evento acontecido me fez relembrar o significado de cada palavra que foi dita no “Uma nova vírgula”, me levei ao luxo de pensar em tudo que foi escrito enquanto paralelamente, sob o solo rachado e folhas caídas estavam todos os esboços guardados, todos os textos “jogados fora”, todas as produções finais, não importava, eu apenas comecei a ler, foram quase novecentas e quarenta páginas divididas em quase um dia inteiro lendo para chegar a uma pequena conclusão. Como eu disse no décimo primeiro capitulo:

“[…] Eu só sou alguém que é rigoroso demais comigo mesmo e inflexivelmente escrupuloso em sua pratica tentando cumprir minhas promessa e respeitando as escolhas dos outros […] Um tolo querendo aprender e errando por isso ”

Então como prometido, o significado da frase “A segredo é a chave”:

No começo o segredo significava a mudança, era o caminho, a força na fé de existir novos oportunidades para a vida, era a pura esperança, mesmo na presença do medo e da duvida que as coisas poderiam melhorar, de que a verdade seria jogada ao vento e tudo seria ariscar uma segunda chance – “[…]talvez algo que seja real, seja natural, seja espiritual[…]”.

Hoje por sua vez o segredo seja apenas uma coisa: a escolha em você acreditar que pode dar certo ou não. A sensação de poder olhar para você mesmo e saber que esta tentando fazer as coisas acontecerem. Se arriscando.

(O FIM)